Sem estardalhaço, titular da Segov faz as lições com legado de Riedel

Quando exerceu durante oito anos consecutivos as funções que lhe foram designadas pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), todas de caminhos íngremes, de fácil derrapagem e sem atalhos, Eduardo Riedel não se deixou intimidar. Sairia bruscamente das confortáveis vivências no âmbito do classismo ruralista e da excelência no ativismo gerencial e tecnológico para submeter-se às violentas intempéries que açoitam os cargos públicos.

Crises de cunho administrativo e pressões infernais nas demandas da política e dos políticos foram tratadas com inteligência, honestidade, zelo e racionalidade. Tanto na Secretaria de Governo e Gestão Estratégica como na de Infraestrutura, coube a Riedel a encardida missão de pensar, executar e monitorar o desempenho dos diversos pontos de governança alinhados no programa de Azambuja. O resultado de todo o processo veio com a vitória, em sua primeira disputa política e eleitoral.

Ao deixar a função subalterna no governo para ser o governador, Riedel deixou atrás de si ensinamentos que serviram e servem de rastros para conduzir outras gerações por caminhos seguros – sem minimizar as tempestades, mas aplicando ensinamentos preciosos sobre especificidades e conjunturas na arte de pensar e fazer a administração e a política. E quem demonstra possuir semelhante vocação é o seu atual sucessor na Segov, Rodrigo Perez.

EFICIÊNCIA E DISCRIÇÃO

Rodrigo Perez está à frente da a Segov. (Foto: Saul Schramm)Rodrigo Perez está à frente da a Segov. (Foto: Saul Schramm)

Um administrador de empresas que também administra conflitos e monitora desempenhos, elabora e atua na execução de soluções, Rodrigo Perez faz – como fazia Riedel, embora sem imitá-lo e com estilo próprio – um trabalho discreto e eficaz. O acerto nesta escolha reflete o cuidado com que Riedel continua tratando do aparato técnico da gestão, estrategicamente direcionada, tecnicamente resolutiva e politicamente confiável.

Não vieram do acaso as palavras de Eduardo Riedel ao anunciar sua investidura na Segov: “O Rodrigo vem com muito conhecimento, porque participa diretamente das discussões de construção do plano montado para Mato Grosso do Sul. É uma pessoa que tem e carrega, no seu DNA, a capacidade de articulação, o diálogo, a compreensão. Das dificuldades que existem em governo e, como administrador que é, também vai ter a capacidade de ser guardião. Repito aqui que o secretário de Governo é o guardião do rumo a ser tomado pelo governo do Estado”, sentenciou.

Governador Eduardo Riedel durante coletiva de imprensa para anúncio de novos chefes de equipe. (Foto: Saul Schramm)Governador Eduardo Riedel durante coletiva de imprensa para anúncio de novos secretários. (Foto: Saul Schramm)

Para melhor análise do desempenho do secretário, basta conferir as páginas e notícias sobre esta primeira etapa de Riedel à frente do governo de Mato Grosso do Sul. Não se encontrará qualquer restrição, de técnicos ou de políticos, à atuação do titular da Segov. Ele não tem imunidade, está sujeito a todo tipo de solavancos e vai viver um dia em cada dia. Contudo, já não tem mais necessidade de adaptação aos encargos. À vontade, vem cumprindo o que Riedel projetou: “O secretário de Governo é o guardião do rumo a ser tomado pelo governo do Estado”.