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Domingo, Junho 28, 2026
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Justiça argentina bloqueia 14 plataformas ilegais de streaming

Ação judicial afeta milhões de usuários na América Latina; brasileiros representam 74% da base de clientes

A Justiça argentina bloqueou no sábado (1º.nov.2025) 14 plataformas de streaming que operavam ilegalmente. A decisão afeta milhões de usuários em países latino-americanos, segundo um comunicado enviado pela Laliga, principal campeonato do futebol espanhol ao Poder360.

O Brasil representa 74% da base de clientes pagantes desses serviços não autorizados. Entre os serviços bloqueados estão:

  • My Family Cinema;
  • TV Express;
  • Eppi Cinema;
  • Vela Cinema, Cinefly;
  • Vexel Cinema;
  • Humo Cinema;
  • Yoom Cinema;
  • Bex TV;
  • Jovi TV;
  • Lumo TV;
  • Nava TV;
  • Samba TV;
  • Ritmo TV.

Todas as plataformas comercializavam acesso a conteúdos audiovisuais protegidos por direitos autorais mediante cobrança de assinaturas mensais.

Operação e alcance

A medida judicial integra uma operação mais ampla que pretende desativar um total de 28 plataformas até o fim de novembro. O bloqueio resulta de ação realizada em 28 de agosto em Buenos Aires, quando autoridades executaram 4 mandados de busca nas sedes das empresas responsáveis pelos serviços.

A Alianza (Aliança Contra a Pirataria Audiovisual) conduziu a investigação por mais de 1 ano antes da denúncia formal. A Laliga apoiou o processo, apresentando-se como parte interessada na apuração conduzida pela Ufeic (Unidade Fiscal Especializada na Investigação de Crimes Cibernéticos) de San Isidro, na província de Buenos Aires.

Estrutura e valores cobrados

Os serviços ilegais cobravam entre US$ 3 (R$ 16,83) e US$ 5 (R$ 28,05) mensais dos usuários. Quando a operação foi realizada em agosto, a rede tinha 6,2 milhões de usuários ativos pagantes. Registros encontrados durante as buscas mostram que o número chegou a 8 milhões de assinantes em 2025.

My Family Cinema e TV Express operavam globalmente há vários anos, com diferentes planos de assinatura. A Eppi Cinema era uma ramificação da 1ª, concentrada no mercado brasileiro. As áreas de marketing, tradução e vendas funcionavam na Argentina, enquanto os setores de administração, finanças e TI (Tecnologia da Informação) estavam baseados na China.