Exame atrasa e criança em tratamento cardiológico fica mais de duas semanas aguardando alta

Há quase um mês, a família do jovem Marcos Luiz Ferreira Santa Cruz, de 11 anos, precisou mudar toda a rotina por causa do adoecimento repentino da criança. 

Sem explicações, o menino começou a ter quadros cada vez mais frequentes de febre. A família é de Nioaque, e de acordo com o pedreiro e pai da criança, Robson Santa Cruz Gomes, de 44 anos, os médicos das unidades de saúde do município não conseguiam encontrar a causa do problema de saúde de seu filho. 

“Nós tivemos que pagar consultas em um hospital particular de Jardim para descobrir o que ele tinha. Após realizar os exames, a médica viu que o problema dele era um inchaço no coração”. 

Com o diagnóstico, a criança foi transferida para a Santa Casa de Campo Grande no dia 18 de março, onde começou um tratamento com antibióticos para realizar a drenagem do órgão. Segundo o pai do menino, após duas semanas de tratamento e com a drenagem, o quadro de saúde da criança melhorou, e ela parou de fazer uso de medicamentos.

“Eles [equipe médica da Santa Casa] falaram que o meu filho só precisaria fazer um último exame para ver como realmente está o coração dele, e solicitaram  um ecocardiograma com retorno do cardiologista para dar a alta. Mas fazem duas semanas que estamos aguardando e não apareceu nenhum cardiologista, nem realizaram o exame”. 

O pedreiro precisou deixar o trabalho para conseguir acompanhar a sua esposa e dividir com ela o processo de tratamento do filho. A família está se mantendo em Campo Grande por meio de doações de familiares e amigos, mas a permanência está quase insustentável.

“Eu e a minha esposa estamos nos revezando e ficando um dia e uma noite cada um com o nosso filho. Mas a gente só consegue fazer isso quando temos dinheiro para realizar a troca, já que estamos usando  a casa de uma sobrinha nossa para conseguir lavar as roupas”. 

A família já entrou em contato com a central de informações da Santa Casa, mas não recebeu nenhuma resposta de quando a situação será resolvida. 

Em caso de interesse em ajudar a família, basta entrar em contato pelo número (67) 9951-2172. 

A redação entrou em contato com a Santa Casa de Campo Grande, que informou não repassar detalhes de tratamentos envolvendo crianças.