Mãe desiste de atendimento após espera de 7 horas na UPA Santa Mônica

Lotação, atendimento precário e espera infinita. Esse é o retrato da última terça-feira (13) de atendimento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Santa Mônica, em Campo Grande, segundo uma paciente que esperou atendimento por sete horas para a filha de 11 anos. 

Conforme relato enviado ao jornal TopMídiaNews, a mulher, que preferiu não se identificar, disse que chegou com a filha por volta das 11h, com sintomas de vômito, dor de cabeça e febre. A criança chegou a passar pela triagem, mas o atendimento com o médico nunca veio, o que causou a desistência, por volta das 18h. 

“Desisti de esperar, fui para casa e dei remédios caseiros para ela. Tinha só duas médicas atendendo, estava cheio, pessoas passando mal foram para outra unidade. Descaso total com a saúde do povo”.

Ela relata que a filha não aguentava ficar sentada devido a fraqueza. Ao questionar sobre a demora no atendimento, a mãe relata que foi destratada por funcionárias. “Fui falar com as enfermeiras da triagem, mas foram estúpidas e grossas. Não sei por que estão trabalhando, se tratam as pessoas com essa má educação. Foi horrível”, desabafa. 

Com quase 100 pessoas aguardando desde as 7h, entre crianças e idosos, pelo menos metade dos pacientes havia ido embora por volta das 16h. 

A mulher ainda relata que a Rua Lúcia Helena Coelho Maimone, em frente à UPA, fica intransitável em dias de chuva devido ao barro e água, já que não há pavimentação na região da unidade. 

“É um descaso horrível. São pessoas que merecem atendimento, não estão ali só para ser mais um paciente, estão ali porque estão mal e merecem atenção, principalmente as crianças.”

A reportagem entrou em contato com a prefeitura, que em nota, disse que a lotação se deve ao perído climático, e ainda orientou a população a buscar pela vacinação. 

“As unidades de urgência e emergência operam com alta demanda neste período, o que pode impactar o tempo de espera. O acompanhamento em tempo real das equipes, atendimentos e serviços está disponível online. Como medidas, há monitoramento contínuo e envio de equipes médicas móveis para apoio, conforme protocolo. Também se reforça a importância da vacinação e da busca por unidades da APS mais próximas”. 

*Matéria alterada às 17h03 de quarta-feira (15), para acréscimo da resposta da prefeitura.