Lula diz que exploração de terras raras é questão de segurança nacional e descarta controle estrangeiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (17) que a exploração de terras raras e minerais críticos passou a ser tratada como tema estratégico para o Brasil. Segundo ele, o assunto envolve diretamente a segurança nacional e exige maior controle sobre os recursos naturais do país.

A declaração foi feita durante agenda oficial em Barcelona, logo após a assinatura de um acordo de cooperação com o governo espanhol para desenvolvimento conjunto nessa área. Ao lado do primeiro-ministro Pedro Sánchez, Lula destacou que o Brasil está aberto a parcerias internacionais, desde que haja benefícios mútuos e transferência de tecnologia.

O presidente reforçou que, embora o país esteja disposto a firmar acordos com diferentes nações, não abrirá mão do controle sobre seus recursos minerais. Ele afirmou que o Brasil pretende evitar repetir modelos do passado, nos quais matérias-primas eram exportadas sem agregação de valor dentro do território nacional.

A fala ocorre em meio a pressões externas, especialmente dos Estados Unidos, para que o Brasil avance em acordos voltados à exploração desses minerais. Até o momento, o governo brasileiro não aceitou os termos propostos.

Lula enfatizou que futuras parcerias deverão incluir cooperação tecnológica e desenvolvimento interno, com foco na industrialização dos recursos. Segundo ele, a prioridade é garantir que a exploração das riquezas minerais contribua diretamente para a economia nacional, sem transferência de controle para outros países.

Visão divergente

Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende o controle nacional e a industrialização interna das riquezas minerais, o senador Flávio Bolsonaro, candidato à presidência da república, tem adotado um discurso voltado à aproximação estratégica com os Estados Unidos.

Durante evento realizado no Texas, Flávio afirmou que o Brasil pode se tornar peça-chave para reduzir a dependência norte-americana da China no fornecimento de terras raras e minerais críticos. A proposta indica abertura para parcerias internacionais com foco geopolítico, especialmente no alinhamento com os EUA.

*Com informações do Correio Braziliense