
Equipe da governadora de Pernambuco avalia que houve um entendimento entre Rui Costa e o presidente nesse sentido; PT tem aliança com João Campos no Estado
A equipe da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não vá ao Estado no 1º turno. A avaliação é de que houve nesse sentido um entendimento entre o chefe do Executivo e Rui Costa (PT), ex-ministro da Casa Civil. Rui era visto como um “padrinho” de Raquel no governo federal.
O ex-prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, é pré-candidato ao governo de Pernambuco. Principal adversário de Raquel na disputa eleitoral em 2026, ele aposta na aliança com o Partido dos Trabalhadores para ter o apoio de Lula.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, é coordenador-geral da campanha de reeleição do chefe do Executivo. O dirigente disse publicamente que Lula tem só um palanque em Pernambuco.
A declaração de Edinho veio depois que o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias (PT-PI), afirmou ao jornal O Globo que Lula teria palanque duplo em Pernambuco, com João Campos e Raquel Lyra.
Dias é um dos coordenadores de campanha de Lula e sua fala irritou o ex-prefeito do Recife, que ligou para Edinho na 2ª feira (8.jun). O dirigente petista tranquilizou Campos.
Na 3ª feira (9.jun), Wellington Dias telefonou para esclarecer a situação. Há uma expectativa de que Lula faça um gesto público sinalizando apoio a Campos, com a gravação de um vídeo.
Já o grupo político de Raquel avalia que a relação da governadora com o presidente da República é muito boa e que ela sempre o cumprimenta e o agradece pela atenção dada a Pernambuco, mas que o foco é o cenário local, a despeito de uma declaração pública de apoio à reeleição de Lula.
CHAPA DE RAQUEL
A chapa da governadora não está fechada e a definição deve ser feita somente no período das convenções partidárias, a partir de 20 de julho. A tendência é que o deputado Túlio Gadêlha (PSD-PE) seja um dos candidatos ao Senado em aliança com Raquel.
A outra vaga foi ofertada à federação União Progressista, que tem 2 pré-candidatos à Casa Alta:
- Miguel Coelho (União Brasil-PE) – presidente do União Brasil em Pernambuco e ex-prefeito de Petrolina;
- Eduardo da Fonte (PP-PE) – deputado federal e presidente da federação União Progressista em Pernambuco.
























