Vereador pede investigação de violência de manifestantes em ato na USP

Notícia-crime pede apuração de tentativa de homicídio, depredação e agressões em 8 de junho

O vereador de São Paulo Adrilles Jorge (União Brasil) protocolou na noite de 2ª feira (15.jun.2026) uma notícia-crime no Ministério Público de São Paulo para pedir a investigação de atos de violência registrados durante uma tentativa de ocupação da Administração Central da Universidade de São Paulo, em 8 de junho, data em que os estudantes aprovaram o fim da greve. Eis a íntegra (PDF – 927 kB).

Entre os possíveis crimes apontados na representação está a tentativa de homicídio contra agentes de segurança que atuavam na instituição. Segundo o documento, manifestantes depredaram patrimônio público, agrediram servidores e lançaram um rojão em direção a policiais militares e seguranças que faziam a contenção do protesto durante a ocupação de prédios da administração central no campus Butantã.

“A violência jamais pode ser confundida com manifestação legítima. Quando agentes públicos são atacados com explosivos, quando o patrimônio público é depredado e pessoas são colocadas em risco, cabe ao Estado agir com firmeza. Nossa iniciativa busca assegurar que todos os fatos sejam rigorosamente apurados e que os responsáveis sejam exemplarmente punidos”, afirmou Adrilles Jorge.

Além da tentativa de homicídio, o vereador afirma que a possível prática de outros crimes, como lesão corporal grave, dano qualificado ao patrimônio público, associação criminosa, explosão e eventual emprego irregular de artefato explosivo. 

Depois de aprovarem o fim da greve estudantil em 8 de junho, alguns estudantes ocuparam o prédio para cobrar a retomada das negociações sobre políticas de permanência, como moradia e alimentação. No mesmo dia, a Polícia Militar desocupou o prédio.

Segundo o DCE (Diretório Central dos Estudantes), que organizou a ocupação da reitoria em 7 de maio, 1 mês antes, eram estudantes independentes que não concordavam com o fim da greve. Segundo o diretório, eles se intitulam como Coletivo Marimbondo.

Poder360 entrou em contato com o grupo via Instagram. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.