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Sexta-feira, Outubro 9, 2026
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Navanethem Pillay vence Prêmio Nobel da Paz de 2026

A sul-africana de origem indiana Navanethem Pillay, 85 anos, foi laureada nesta 6ª feira (9.out.2026) com o Nobel da Paz de 2026. Segundo o Comitê Nobel Norueguês, ela foi premiada por seus esforços para promover a paz e a lei internacional.

Nascida em Durban durante o regime do apartheid, em uma família de origem tâmil indiana, Pillay atuou como juíza na Suprema Corte da África do Sul, no Tribunal Penal Internacional para Ruanda e no Tribunal Penal Internacional.

Ela foi alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e, até recentemente, presidiu a Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre o Território Palestino Ocupado. Atualmente, é juíza da Corte Internacional de Justiça no caso em que Mianmar é acusado da prática de genocídio.

O comitê destacou a “coragem e integridade excepcionais” de Navi Pillay, que teve um “papel fundamental para garantir que crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio sejam levados à Justiça”.

Pillay vai receber o prêmio de 12 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões). O prêmio aumentou em 1 milhão de coroas suecas este ano por categoria, em comemoração ao aniversário de 125 anos do Nobel.

Ao anunciar o prêmio, Jørgen Watne Frydnes, presidente do comitê, disse que, “em tempos de desafios existenciais, incluindo mais guerras e conflitos que o mundo viu em muito tempo, o direito internacional deixou de ser apenas um complemento à paz e à segurança” e “tornou-se uma necessidade absoluta”.

Ele declarou que, ao conceder o Prêmio Nobel deste ano, a intenção foi lembrar o mundo de que o Estado de Direito nacional e internacional “sustenta o sistema” estabelecido “para garantir a paz e resolver os conflitos de forma não violenta”. Ele afirmou: “A paz exige justiça”.

De acordo com o comitê, Pillay responsabilizou Estados e líderes nacionais, trazendo esperança às vítimas de violência e conflitos. Além disso, ajudou a definir normas e princípios jurídicos nos cargos que ocupou.

“Quando o Tribunal Penal Internacional para o Ruanda estabeleceu que o estupro e a violência sexual podiam constituir um crime contra a humanidade, bem como um genocídio, a sua influência foi um fator significativo”, disse.

NOBEL DA PAZ DE 2025