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Colheita do milho avança 100 mil hectares na semana, mas pico deve ocorrer em agosto

Siga-MS mantém a produtividade estimada em 80,33 sacas por hectare e a expectativa de produção na casa das 11,206 milhões de toneladas

  • André Bento

Mato Grosso do Sul colheu pouco mais de 200 mil hectares de milho(Foto: Divulgação/Famasul)
Mato Grosso do Sul colheu pouco mais de 200 mil hectares de milho(Foto: Divulgação/Famasul)

A colheita do milho segunda safra em Mato Grosso do Sul alcançou aproximadamente 202.275 hectares até o dia 21 de julho, 8,7% da área semeada nesse ciclo produtivo, de 2,325 milhões de hectares.

Esses dados integram o mais recente boletim Casa Rural elaborado pelo Siga-MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio) a partir de contatos com empresas de assistência técnica, produtores, sindicatos e empresas privadas nos principais municípios que cultivam o cereal.

A publicação divulgada nesta terça-feira (25) por Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) e Aprosoja-MS (Associação dos Produtores de Soja e Milho) aponta que 91,6% das lavouras estão em boas condições, 7,1% regulares e apenas 1,3% ruins.

Embora considere a perspectiva para a cultura ainda incerta, porque 54% da produção foi semeada fora janela ideal, o que aumenta risco de danos causados por intempéries climáticas, como estiagem, geada e queda de granizo, o Siga-MS mantém a produtividade estimada em 80,33 sacas por hectare e a expectativa de produção na casa das 11,206 milhões de toneladas.

Além de pontuar que a colheita está lenta no Estado, com a expectativa de que o pico da colheita ocorra a partir do dia 4 de agosto, o boletim Casa Rural assinala que nesse período, grande parte da produção estará em estágio avançado de maturação.

Quanto ao mercado, é informado que a saca do milho em Mato Grosso do Sul valorizou 2,23% entre 17 e 24 de julho, negociada ao valor médio de R$ 40,13 no fim desse período.

“De acordo com as cotações disponíveis no site da Granos Corretora, as maiores valorizações no período ocorreram nos municípios de Chapadão do Sul, Dourados e Ponta Porã, com desvalorização na ordem de 7,89%, 7,50% e 2,44%, respectivamente”, acrescenta.

Já o valor médio para o período, de R$ 40,13, representou queda de 40,70% em relação ao de 2022, quando chegava a R$ 66,56.

Também com base em levantamento realizado pela Granos Corretora, o Siga-MS informa que até segunda-feira (24) o agronegócio sul-mato-grossense já havia comercializado 32,00% do milho 2º safra 2023, que representa 3,00 ponto percentual acima do índice apresentado em igual período de 2022.