
Medida servirá para iniciar as tratativas com os presidentes dos demais países que integram Rota Bioceânica
Centenas de garças-brancas anunciavam a chegada da 3ª Expedição da Rila (Rota de Integração Latina Americana) ao Oceano Pacífico, nesta terça-feira (28). Após quatro dias de viagem, com saída em Campo Grande, o grupo com autoridades, empresários e jornalistas enfim concluiu o trecho até Iquique, no Chile.
De acordo com o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, ter feito o trajeto por terra já rendeu missões dadas pelo governador Eduardo Riedel (PSDB).
“Hoje pela manhã o governador já pediu para fazer um bom plano de ação que identifique em todos os país o que precisamos fazer para irmos atrás de promover as melhorias que faltam”, afirma.
Pelo caminho Verruck afirma ter encontrada muita vontade dos governadores e gestores de fazerem o projeto de ligação bioceânica dar certo. “A ideia é chegar com nossos produtos e ter os produto daqui para ms. Conhecer in loco, é muito importante. Tenho falado sobre essa rota em palestras pelo mundo todo. Vimos a vontade de todos no caminho de construir essa rota”.

Dentre os desafio elencados pelo secretário após chegar ao Chile estão terminar a ponte, o acesso da ponte, a obra no trecho do Paraguai onde o grupo literalmente atolou, melhorar a infraestrutura e principalmente fazer um grande acordo alfandegário.
Também foi possível já encontrar vários caminhões passando pelos Andes, levando diversos produtos. “Ela está quase pronta, é importante esse conceito de construção coletiva, vamos voltar aqui totalmente asfaltado e com alfandegas regularizados daqui três anos. Nós no governo chamamos de Rota 67, porque é melhor que a rota 66 dos EUA. Você sair da maior planície e chegar ao deserto mais alto do mundo, só aqui. O turismo vai ser fundamental. A integração turística vai ser muito forte. Isso já está quase pronto para estimular integração cultural dessas regiões”.
O vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha (PP), fez o primeiro voo de avião, saindo de Campo Grande até Iquique (PP). Segundo ele, a expedição mostra a consolidação de uma rota econômica. “Sobretudo integra nossos povos, nossas culturas, tradições, turismo e o agronegócio. Estamos comemorando o primeiro voo da Capital até aqui e sabemos que é muito importante para ver os gargalos e os pontos que ainda precisamos avançar para a rota deixar de ser um sonho e que se transforme em realidade”.
O diretor de operações de segurança do Porto de Iquique, José Miranda, afirmou que o local já está pronto para receber os produtos brasileiros. “É conveniente para todos os empresários fazer importação e exportação. Estamos no centro do mundo asiático. Os terminais estão se preparando para ampliar a capacidade do porto. Serão 300 metros com possibilidade de aumentar a carga para dar todas as condições que necessitam para que a carga fique o menor tempo possível aqui”.
Ele disse que o porto já faz exportação de soja boliviana e minérios. No entanto, faltam algumas tecnologias que devem chegar até o local em até cinco anos.
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