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Terça-feira, Julho 14, 2026
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IBGE prevê safra de 347,4 milhões de toneladas para 2026

Estimativa de produção de soja é de 174,8 milhões de toneladas (Foto: CNA/Wenderson Araujo/Trilux)

A estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas deste ano
é de 347,4 milhões de toneladas.

O volume é 0,4% maior do que a do a colheita ano passado,
o que representa mais de 1,3 milhão de toneladas a mais do que a de 2025, que
foi de 346,1 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados nesta terça-feira
(14).

Segundo o IBGE, a área a ser colhida é de 83,2 milhões de
hectares, com aumento de 1,6 milhão de hectares frente a 2025, um crescimento
de 1,9%. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou declínio
de 60.985 hectares (-0,1%).

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos
deste grupo, que, somados, representaram 92,8% da estimativa da produção e
respondem por 87,4% da área a ser colhida.

Para a soja, a estimativa de produção foi de 174,8
milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 136,5 milhões de
toneladas (29,7 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 106,8 milhões de
toneladas de milho na 2ª safra).

A produção do arroz (em casca) foi estimada em 11,2
milhões de toneladas; a do trigo, em 6,6 milhões de toneladas; a do algodão
herbáceo (em caroço), em 9,1 milhões de toneladas; e a do sorgo, em 5,6 milhões
de toneladas.

Entre as grandes regiões, o volume da produção de
cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição, de
acordo com o estudo: Centro-Oeste, 172,4 milhões de toneladas (49,6%); Sul,
92,4 milhões de toneladas (26,5%); Sudeste, 30,8 milhões de toneladas (8,9%),
Nordeste, 29,8 milhões de toneladas (8,6%) e Norte, 22,2 milhões de toneladas
(6,4%).

Na produção pelas unidades da federação, Mato Grosso lidera
como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,3%, seguido
pelo Paraná (13,7%), Rio Grande do Sul (10,7%), Goiás (9,7%), Mato Grosso do
Sul (8,4%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,3% do total.