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Segunda-feira, Julho 20, 2026
Início Política Lula acumula mais de 20 derrotas no Congresso no 3º mandato

Lula acumula mais de 20 derrotas no Congresso no 3º mandato

Recesso e calendário eleitoral reduzem espaço para votações e ampliam desafio do Planalto para aprovar propostas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega ao recesso parlamentar, neste sábado (18.jul.2026), com pelo menos 23 derrotas relevantes acumuladas desde o início do 3º mandato. O cenário para o restante do ano tende a ser ainda mais desafiador. Embora ainda faltem cerca de 5 meses para o fim do mandato, o Congresso terá poucas semanas de esforço concentrado antes de voltar as atenções para as eleições.

A redução do tempo de votações dificulta o avanço de propostas consideradas prioritárias pelo Palácio do Planalto, como a PEC que reduz a jornada de trabalho semanal para 40 horas e acaba com a escala 6 X 1 –uma das principais bandeiras do presidente para o eleitorado.

Desde 2023, Lula sofreu derrotas em diferentes frentes. Há casos de vetos derrubados, projetos travados por falta de apoio, derrotas em votações, perda de espaço político e até a rejeição de uma indicação ao Supremo Tribunal Federal. 

Veja as principais nos infográficos abaixo:

As dificuldades do governo no Legislativo se mantiveram ao longo de todo o mandato, apesar da troca dos comandos do Senado e da Câmara. Sob Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), respectivamente, o Planalto enfrentou sucessivas derrotas em votações, viu vetos serem derrubados e teve dificuldade para avançar com projetos considerados prioritários.

A mudança para Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) não reduziu a tensão. Pelo contrário. Em 2026, a articulação política do governo sofreu um de seus maiores reveses com a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF, episódio que agravou o desgaste entre o Planalto e o Senado.

O enfraquecimento da interlocução também apareceu na agenda presidencial. Levantamento do Poder360 mostrou que Lula não realizou nenhuma reunião oficial com os presidentes da Câmara e do Senado nem com líderes do Congresso no 1º trimestre de 2026. Em igual período de 2025, foram registrados 3 encontros. 

A dificuldade recorrente para formar maioria no Congresso levou Lula a transformar a eleição de senadores em uma prioridade política para 2026. Em diferentes discursos, o presidente afirmou que a esquerda precisa ampliar sua bancada no Senado e defendeu a eleição de uma maioria alinhada ao governo para facilitar a aprovação de projetos e reduzir conflitos com o Legislativo.

Apesar dos reveses, o governo também obteve vitórias importantes no Congresso. Entre elas estão a aprovação da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda –com ajuda de Lira– e a eleição do 1º petista, Odair Cunha (PT-MG), no Tribunal de Contas da União, com orientação de Alcolumbre. 

A aprovação da reforma tributária no 1º ano de governo também foi uma grande vitória, embora o texto final tenha incorporado diversas alterações feitas pelos parlamentares.

O QUE FICA PARA DEPOIS

Depois do recesso, que vai de 18 a 31 de julho, uma 2ª pausa está prevista para o período de 23 de dezembro a 1º de fevereiro.

Por isso, o cenário tende a ficar mais desafiador. A PEC que reduz a jornada semanal de trabalho para 40 horas e acaba com a escala 6 X 1, uma das principais apostas eleitorais de Lula, deve ficar para depois do recesso e enfrenta resistência para ser votada antes das eleições.

Além dela, também devem permanecer pendentes a PEC da Segurança Pública, o marco legal da inteligência artificial, o Redata, a PEC da autonomia financeira do Banco Central, o projeto que amplia o teto do MEI e a proposta que criminaliza a misoginia.

O que deve ser votado após o recesso legislativo


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