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Terça-feira, Junho 23, 2026
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Mato Grosso do Sul precisou replantar 41,2 mil hectares de soja

Esse total replantado por causa do clima adverso corresponde a somente 0,97% da área estimada para esse ciclo produtivo, de 4,265 milhões de hectares

  • André Bento

Até 17 de novembro foram semeados aproximadamente 3,616 milhões de hectares em Mato Grosso do Sul (Foto: André Bento/Arquivo)
Até 17 de novembro foram semeados aproximadamente 3,616 milhões de hectares em Mato Grosso do Sul (Foto: André Bento/Arquivo)

Mato Grosso do Sul registrou um replantio de 41.207 hectares de soja na safra 2023/2024 por causa do clima adverso, sobretudo na região centro, com aproximadamente 25.107,10 hectares replantados, seguido pelas regiões norte (7.682 hectares), nordeste (5.878 hectares) e sul (2.539 hectares).

No entanto, esse total corresponde a somente 0,97% da área estimada para esse ciclo produtivo, de 4,265 milhões de hectares, conforme o mais recente boletim Casa Rural elaborado pelo Siga-MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio de Mato Grosso do Sul).

A publicação divulgada na terça-feira (21) pela Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) indica que até 17 de novembro foram semeados aproximadamente 3,616 milhões de hectares em território estadual. A região centro está com o plantio mais avançado, com média de 89%, enquanto a região sul tem 85,1% e a região norte 77,3%.

O plantio atualmente em 84,8% da área total estimada para a safra 2023/24 representa atraso de 7,7 pontos percentuais em relação ao ciclo anterior, para a data 17 de novembro.

O Siga-MS pontua ainda que, historicamente, o plantio se encerra na primeira semana de dezembro.

Embora as projeções iniciais apontem para produtividade média de 54 sacas por hectare e produção total de 13,818 milhões de toneladas, 91,3% das lavouras estão em boas condições, 8,5% regulares e 0,2% ruins, índice que piora na região sul, que engloba os municípios de Itaporã, Douradina, Dourados, Deodápolis, Angélica, Ivinhema, Glória de Dourados, Fátima do Sul, Vicentina, Caarapó e Juti, com 53,4% boas e 46,5% regulares.