
O presidente Lula (PT) recebeu, nesta 2ª feira (27.fev.23), a dose da vacina bivalente contra a covid-19. O imunizante foi aplicado no braço do Chefe do Executivo Federal pelo vice-presidente, médico Geraldo Alckmin.
A medida deu início a uma nova campanha de vacinação no país: o “Movimento Nacional pela Vacinação”. Após o gesto, Lula fez um apelo para que a população compareça aos postos de saúde para receber as doses.
“Não sejam irresponsáveis. Se tiver vacina, vá lá tomar vacina, porque a vacina é a única garantia que você tem de não morrer por irresponsabilidade. A vacina é uma garantia de vida, por isso eu tomei minha 5ª vacina e se tiver a 6ª, eu vou tomar a 6ª”, declarou o presidente.
Lula apelou que as população não acredite em informações negacionistas a respeito dos imunizantes. “Não querer tomar vacina é um direito de qualquer um, mas tomar vacina é um gesto de responsabilidade. É um gesto de muita garantia, que você vai passar para a sua família”, defendeu.
Os índices vacinais sofreram quedas drásticas nos últimos anos, agravadas com a falta de incentivo e campanhas negacionistas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Antes o Brasil era considerado um país pioneiro e uma referência internacional em campanhas de vacinação. Agora, o País vem apresentando retrocessos nesse campo e praticamente todas as coberturas vacinais estão abaixo da meta. “Em 2015, o Brasil atingiu uma média de 95% de pessoas completamente imunizadas dentro do público-alvo de cada vacina do Programa de Imunizações, média que chegou a preocupantes 60,8% em 2021”, observou Lula. “Depois de um triste período de negacionismo e descrença na nossa ciência, o governo federal e o Ministério da Saúde voltarão a cuidar do povo brasileiro”, garantiu.
“Vamos trabalhar para que o Brasil volte a ter números satisfatórios de imunização e investir em saúde e proteção”, destacou.
O petista também citou outras campanhas de vacinação, como contra a paralisia infantil e contra o sarampo. “Não posso compreender uma mãe que se recusa a levar o filho para tomar vacina […] Na hora pode parecer bonito, mas quando a criança pega paralisia, a gente vai sofrer pelo resto da vida algo que poderia ter evitado. E doenças que pareciam simples, como sarampo, a gente também tem que tomar vacina, como caxumba. E sobretudo contra a covid”, concluiu.
De agora em diante o #VacinaParaTodos será frequentemente visto nas unidades básicas de saúde por todo país. Na cerimônia, também estavam presentes a Ministra da Saúde, Nísia Trindade e o presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Fernando Pigatto, dentre outras autoridades.
A ministra afirmou que “vacina é cuidado, vacina é vida”. Destacou a vacinação de Lula nesta 2ª feira. Disse que o “exemplo do presidente vai reforçar a mensagem do Movimento Nacional pela Vacinação”.
Piagatto destacou o simbolismo da cerimônia e a importância da liderança do presidente da República. “Precisamos resgatar a importância da vacinação para salvar vidas no Brasil, liderados pelo presidente, como sempre deveria ter acontecido”, disse.
O movimento #VacinaParaTodos trouxe de volta o emblemático Zé Gotinha, e prevê uma séria de ações para recuperação das coberturas vacinais no Brasil.
A CAMPANHA
Neste primeiro momento, serão garantidas doses de reforço para grupos prioritários – idosos acima de 70 anos, pessoas imunocomprometidas, funcionários e pessoas que vivem em instituições permanentes, indígenas, ribeirinhos e quilombolas.
Cerca de 18 milhões de brasileiros fazem parte desse grupo e o Ministério da Saúde distribuiu cerca de 19 milhões de doses de vacinas Covid-19 para todos os estados e Distrito Federal.
Em seguida, conforme o avanço da campanha e o cronograma de entrega de doses, outros grupos serão vacinados — como as pessoas entre 60 e 69 anos, os trabalhadores da saúde, gestantes e puérperas, as pessoas com deficiência permanente e a população privada de liberdade. Esses grupos precisam ficar atentos às informações de seus municípios para saber o momento de procurar uma unidade de saúde.
O Ministério da Saúde segue em tratativas para garantir as entregas de vacinas dos laboratórios fabricantes, diante do desabastecimento deixado pela gestão passada. Novos envios de doses ocorrerão gradualmente, conforme o avanço da vacinação no público-alvo planejado. Os estados e municípios que completaram a imunização de determinado público prioritário e tiverem disponibilidade de doses, poderão avançar na vacinação para os próximos grupos.
CALENDÁRIO NACIONAL
Na segunda etapa, prevista a partir de março, o reforço da vacinação contra Covid-19 será focado em toda população acima de 12 anos e para as crianças e adolescentes. Em abril, começa a terceira etapa com campanha da Influenza e, a partir de maio, a quarta etapa terá chamamento para atualização de caderneta de vacinação com as vacinas de todo o Calendário Nacional de Vacinação, com ações nas escolas de todo país.
Para atingir a meta de 90% de cobertura vacinal em todos os grupos, o Ministério da Saúde está reconstruindo a relação plena com as sociedades científicas e o diálogo com estados e municípios, em uma lógica interfederativa na tomada de decisões. Para todas as estratégias de vacinação propostas, o comprometimento e a união da sociedade serão essenciais para que as campanhas tenham efeito. O objetivo é informar a população sobre a importância, eficácia e segurança das vacinas e os riscos de adoecimento e morte das pessoas não vacinadas, além da reintrodução de vírus já erradicados no Brasil.























