
Uma onça-pintada foi encontrada morta na BR-262, neste sábado (18), no trecho entre Miranda e Corumbá, região que corta o Pantanal sul-mato-grossense e é conhecida como “Estrada da morte” devido ao alto número de atropelamentos de fauna.
Segundo dados do SOS Pantanal, mais de 23 onças já morreram nesse trecho desde 2013. A ocorrência mais recente mobilizou equipes da Polícia Militar Ambiental e da Reprocon, após um motorista registrar o animal ainda com vida tentando atravessar a pista.
Quando os agentes chegaram ao local, a onça já estava morta. Amostras genéticas foram coletadas para análise e encaminhadas a laboratórios da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
De acordo com o pesquisador Gediendson Ribeiro, ligado ao Reprocon, este é o oitavo exemplar da espécie preservado para estudo desde 2023.
Além das onças, diversos outros animais silvestres são frequentemente vítimas de atropelamentos na região, como tamanduá-bandeira, lobo-guará, tatu, quati e cachorro-do-mato.
Levantamento do Instituto Homem Pantaneiro aponta que, entre 2016 e 2025, cerca de 20 onças morreram nesse mesmo trecho da rodovia.
MS-040 também preocupa
Outro ponto crítico no Estado é a rodovia MS-040, que liga Campo Grande a Santa Rita do Rio Pardo. Dados da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira indicam que cerca de 100 antas morrem por ano em rodovias de Mato Grosso do Sul.
Entre 2013 e 2026, 49 pessoas também morreram em acidentes envolvendo esses animais, evidenciando o risco tanto para a fauna quanto para motoristas.
A entidade ingressou com ação civil pública contra a Agesul, o Imasul e construtoras responsáveis pela rodovia, cobrando medidas de mitigação.
Entre as soluções propostas está o cercamento das estradas, que, segundo estudos, poderia reduzir em até 80% as colisões entre veículos e animais silvestres.





























