16.5 C
Dourados
Sexta-feira, Junho 26, 2026
Início Economia Para pagar cesta básica, trabalhador precisa “ralar” 125 horas

Para pagar cesta básica, trabalhador precisa “ralar” 125 horas

Mesmo em queda, preço da cesta básica corresponde a 61% de um salário mínimo em Campo Grande

Pelo terceiro mês consecutivo, a banana apresentou queda mais expressiva entre os 13 itens pesquisados (Foto: arquivo/Campo Grande News)
Pelo terceiro mês consecutivo, a banana apresentou queda mais expressiva entre os 13 itens pesquisados (Foto: arquivo/Campo Grande News)

Para comprar uma cesta básica, o trabalhador precisa ralar 125 horas e 34 minutos. Mesmo em queda, preço corresponde a 61% de um salário mínimo em Campo Grande, conforme a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta terça-feira (7) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). A variação mensal foi de -0,15%. Na capital sul-mato-grossense, o conjunto de 13 itens custou R$ 743,09.

Em janeiro deste ano, o produto que mais pesou no bolso foi a batata. O item subiu em quase todas as cidades onde a pesquisa foi feita. A oferta diminuiu por causa das chuvas. As altas mais expressivas foram registradas em Curitiba (24,03%), Campo Grande (21,36%), Belo Horizonte (20,63%) e Brasília (19,58%).

Por outro lado, pelo terceiro mês consecutivo, a banana (-6,55%) apresentou queda mais expressiva entre os 13 itens pesquisados. No primeiro mês do ano de 2023, a fruta foi comercializada ao preço de R$ 12,11 o quilo. Outros alimentos a apresentarem queda nos preços foram o tomate (-4,93%), o leite de caixinha (-3,77%), o óleo de soja (-2,11%), o açúcar cristal (-1,02%), o café em pó (-0,17%) e a carne bovina (-0,15%). O comprometimento do salário mínimo líquido na aquisição de uma cesta básica chegou a 61,70%.