
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (15) a Operação Íkaros, que investiga um esquema de tráfico internacional de drogas com atuação entre a Bolívia, Mato Grosso do Sul e o interior de São Paulo. Segundo as investigações, o Aeroporto Internacional de Corumbá teria sido utilizado como rota para envio de entorpecentes até Campinas (SP).
A investigação também apura a suposta participação de funcionários ligados ao terminal aeroportuário no esquema criminoso.
Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva — três em Corumbá e um em Campinas — além de cinco mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul.
De acordo com a PF, o inquérito teve início em 2024 após a prisão em flagrante de um casal em São Paulo. Na ocasião, cerca de 100 quilos de drogas foram apreendidos pelos investigadores. A suspeita é de que os entorpecentes tenham saído da Bolívia antes de serem enviados ao estado paulista.
Ao aprofundar as apurações, os policiais identificaram um suposto esquema envolvendo facilitação logística dentro do aeroporto de Corumbá, permitindo o transporte da droga até o Aeroporto de Viracopos, em Campinas.
Durante o cumprimento dos mandados, um dos investigados acabou preso em flagrante por posse irregular de quatro armas de fogo. Além disso, os agentes apreenderam celulares e um veículo.
Segundo a Polícia Federal, os aparelhos eletrônicos recolhidos serão submetidos à perícia para auxiliar na identificação de outros possíveis integrantes da organização criminosa.
Após a divulgação da operação, a concessionária responsável pelo Aeroporto Internacional de Corumbá negou qualquer envolvimento de funcionários da empresa no esquema investigado.
Em nota, a administradora afirmou que mantém política rigorosa de integridade e que está colaborando com as autoridades para contribuir com o esclarecimento dos fatos.





























