
O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, afirmou nesta quarta-feira (2) que discorda da classificação de facções criminosas como organizações terroristas. A declaração foi feita durante entrevista ao Flow Podcast.
Segundo Renan, embora reconheça a gravidade da atuação do crime organizado, ele considera inadequado enquadrar automaticamente facções como grupos terroristas por entender que existem diferenças entre os dois fenômenos.
Durante a entrevista, o presidenciável também demonstrou desconfiança em relação à postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o enfrentamento às organizações criminosas na América Latina.
“Eu não fico tão confortável em ver o Trump querendo falar que: ah, isso é tudo terrorista, porque o Trump não quer nos ajudar”, declarou Renan.
O candidato também questionou o interesse norte-americano em ampliar a participação no combate ao tráfico de drogas na região. Para ele, o histórico dos Estados Unidos na América Latina justifica cautela diante de eventuais propostas de intervenção.
“Os americanos nunca resolveram o problema do tráfico de drogas na América Latina. Por que agora eles querem? Nunca se interessaram por isso”, afirmou.
A entrevista ao Flow ocorreu um dia depois de o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revogar restrições que impediam Renan de participar de entrevistas e debates e de realizar propaganda eleitoral nas redes sociais. As limitações haviam sido determinadas após a Justiça Eleitoral apontar atraso na informação de perfis utilizados pela campanha.
























