Servidores protestam contra reajuste abaixo da inflação e pressionam governo em MS

A FETEMS, juntamente com seus 74 sindicatos filiados, participou na manhã desta terça-feira (31) de uma mobilização na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul em protesto contra o índice da Revisão Geral Anual (RGA) definido pelo Governo do Estado. O ato reuniu diferentes categorias do funcionalismo público estadual e foi articulado pelo Fórum Estadual dos Servidores.

O reajuste, aprovado pelos deputados estaduais na semana passada e sancionado pelo governador Eduardo Riedel na segunda-feira (30), contempla aproximadamente 86 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de órgãos com autonomia financeira. Mesmo com o alcance amplo, a medida vem sendo contestada por não repor as perdas inflacionárias acumuladas.

Segundo a presidente da entidade, professora Deumeires Morais, o principal ponto de insatisfação é a condução do processo sem negociação com as categorias. Ela afirma que a ausência de diálogo resultou em um índice insuficiente, que não recompõe o poder de compra dos servidores e contribui para a desvalorização do funcionalismo.

A dirigente também questionou as prioridades adotadas pelo governo estadual, apontando que, enquanto há incentivos destinados a grandes setores econômicos, os profissionais do serviço público seguem sem valorização adequada. Para ela, um reajuste justo deveria, ao menos, acompanhar a inflação do período.

O vice-presidente da federação, professor Onivan de Lima, destacou que o movimento reflete uma insatisfação generalizada entre os trabalhadores. Ele avalia que o índice aprovado representa, na prática, redução salarial, agravando as dificuldades enfrentadas pelos servidores diante do aumento do custo de vida.

Ainda conforme o dirigente, a mobilização demonstra a força da união entre diferentes categorias, reforçando que a pauta não é isolada, mas sim uma reivindicação coletiva em defesa do serviço público e de melhores condições de trabalho.

A federação informou que seguirá mobilizada junto às demais entidades para cobrar revisão do índice, defendendo a abertura de diálogo com o governo e a valorização dos profissionais que atuam diretamente no atendimento à população.