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Sexta-feira, Agosto 28, 2026
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Tabagismo é maior entre jovens de 16 a 24 anos, alerta pesquisa


Os jovens brasileiros de
16 a 24 anos apresentaram incidência de tabagismo maior que outras faixas
etárias em uma pesquisa do Instituto A.C. Camargo Câncer Center em parceria com
a empresa Nexus.

Nessa faixa etária, 19%
dos entrevistados se declaram fumantes ativos, de cigarros comuns ou
eletrônicos, número acima da média nacional (17%) e de todas as outras faixas
etárias. A pesquisa entrevistou mais de 2 mil pessoas em todo o país.

A faixa entre 25 e 40
anos, por outro lado, apresenta o menor índice de tabagismo, com 15% dos
entrevistados declarando serem fumantes. Em seguida, surge o grupo das pessoas
com mais de 60 (16%), e de 41 a 59 anos (17%).

Além disso, os dados
apontam que grande parte da população está exposta aos perigos do tabagismo:
cerca de um terço da população brasileira (33%) compartilha frequentemente
ambientes domésticos ou de trabalho com fumantes. A inalação passiva da fumaça
eleva as chances de desenvolvimento de câncer pulmonar, inclusive em indivíduos
que jamais fumaram.

Segundo Helano Freitas,
líder do Centro de Referência de Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo, a
incidência do tabagismo entre os jovens entre 16 a 24 anos exige atenção
prioritária. O médico ressalta que, conforme levantado na pesquisa, o primeiro
contato com o cigarro ocorre, em média, aos 16 anos.

Por se tratar de um grupo
de adolescentes e jovens adultos bastante vulnerável, há um alto risco de
iniciação na dependência sem conseguir deixá-la posteriormente, ainda que as
demais idades também necessitem de cuidado.

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A população com mais de 60
anos lidera o índice de ex-fumantes, com 32% do total. Em segundo lugar,
aparecem pessoas de 41 a 59 anos (15%), de 25 a 40 (10%) e de 16 a 24 anos
(8%).

Entre as regiões do país,
o consumo de cigarro é superior no Sul (22%), seguido do Sudeste (19%),
Nordeste (13%) e Norte/Centro-Oeste (13%).

A pesquisa também
demonstra que o consumo de cigarros está atrelado a fatores socioeconômicos. Os
entrevistados que possuem renda salarial de até um salário mínimo apresentam a
maior taxa de tabagismo, com 19%. Já em relação ao nível de escolaridade,
aqueles que concluíram apenas o ensino fundamental também apresentam o maior
índice de tabagismo, com 21%.

O estudo indica ainda uma
forte relação entre o tabagismo e outros comportamentos de risco: 84% dos
fumantes relataram manter até quatro hábitos prejudiciais à saúde no cotidiano,
destacando-se o sedentarismo e a ingestão exagerada de frituras e produtos ultraprocessados.

Em contrapartida, 18% das
pessoas que nunca fumaram afirmam não ter nenhum hábito prejudicial à saúde, o
dobro do índice observado entre os fumantes (9%). Já os ex-fumantes lideram a
categoria de apenas um hábito ruim (44%) e apresentam baixas taxas de múltiplos
deslizes.

O cenário sugere que
abandonar o cigarro costuma vir acompanhado de uma reestruturação ampla do
estilo de vida, restando apenas um deslize residual na rotina.

Outro dado do estudo
revela que 63% dos fumantes classificam a própria saúde como “ótima”
ou “boa”. Essa percepção positiva supera inclusive a das pessoas que
jamais fumaram (61%), ainda que a diferença esteja contida na margem de erro,
demonstrando que os fumantes se consideram tão saudáveis quanto os não fumantes.