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Quinta-feira, Julho 30, 2026
Início Internacional Viktor Orbán, premiê húngaro no poder há 16 anos, reconhece derrota

Viktor Orbán, premiê húngaro no poder há 16 anos, reconhece derrota

Líder húngaro telefonou para Péter Magyar, seu ex-aliado, após projeções indicarem cerca de 136 cadeiras para o partido oposicionista no Parlamento

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán (Fidesz), reconheceu a derrota nas eleições parlamentares realizadas neste domingo (12.abr.2026) em discurso após o encerramento da votação. Ele afirmou que o “resultado é claro” e “doloroso”. O premiê telefonou ao líder da oposição, Péter Magyar (Tisza), para dar parabéns pela vitória.

O atual chefe de governo húngaro declarou ainda que continuará servindo ao país na oposição e que não contestará o resultado das urnas.

Assista à declaração de Orbán (5min28s):

 

Magyar publicou em sua página no Facebook que Orbán, que governa a Hungria há 16 anos, o telefonou para felicitar pelo resultado. Eis a publicação do oposicionista:

Eis a tradução:

“O primeiro-ministro Viktor Orbán acaba de nos parabenizar por telefone pela nossa vitória”.

Em seguida, Magyar acrescentou que também recebeu ligações de líderes europeus, como o presidente da França, Emmanuel Macron, e representantes do Partido Popular Europeu, que o felicitaram pelo desempenho eleitoral.

O pleito aponta vantagem do partido Tisza, de centro-direita, liderado por Magyar. Com cerca de 53,45% das urnas contadas até a publicação desta reportagem, projeções indicam que a legenda pode alcançar 136 dos 199 assentos da Assembleia Nacional, o que representaria maioria de 2/3 no Parlamento húngaro. O Fidesz aparece com 56 cadeiras, enquanto o Mi Hazánk soma 7.

O pleito aponta vantagem expressiva do partido Tisza, de centro-direita, liderado por Magyar, que aparece como vencedor nas projeções divulgadas ao longo da apuração parcial. S

As projeções são compatíveis com pesquisas divulgadas antes da votação e após o fechamento das urnas, que já indicavam vantagem da oposição. Levantamentos de institutos como o Medián apontavam o Tisza com cerca de 55% a 57% dos votos, contra aproximadamente 37% a 38% do Fidesz.

A eleição é considerada a mais competitiva desde o retorno de Orbán ao poder, em 2010.

O pleito foi marcado por forte disputa política entre governo e oposição, com foco em economia, serviços públicos e corrupção, além de divergências sobre a relação da Hungria com a União Europeia e a guerra na Ucrânia.


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