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Sexta-feira, Setembro 4, 2026
Início Internacional EUA criam 162 mil empregos em agosto; desemprego fica em 4,1%

EUA criam 162 mil empregos em agosto; desemprego fica em 4,1%

Resultado do payroll veio acima da média dos 12 meses anteriores; serviços de alimentação e educação puxaram as contratações

Os Estados Unidos criaram 162 mil empregos no setor não agrícola em agosto de 2026, informou nesta 6ª feira (4.set.2026) o Departamento de Estatísticas do Trabalho do país. A taxa de desemprego ficou em 4,1%, a mesma registrada em julho.

O resultado ficou bem acima da média mensal dos 12 meses anteriores, de 31.000 empregos. O avanço se deu principalmente nos setores de serviços de alimentação e bebidas e na educação do governo local. Eis a íntegra do relatório (PDF – 191 kB).

O emprego em serviços de alimentação e bebidas aumentou em 59.000 postos em agosto, acima da média de 12.000 vagas criadas por mês nos 12 meses anteriores.

A educação do governo local abriu 42.000 vagas no mês, compensando em grande parte a queda registrada em julho. O emprego nesse segmento apresenta pouca variação líquida desde janeiro de 2025.

A indústria de transformação criou 16.000 postos em agosto. O setor acumula alta de 58.000 empregos desde a mínima recente, registrada em dezembro de 2025. A fabricação de máquinas e a produção de produtos de metal fabricados tiveram crescimento de 6.000 vagas cada.

O setor de saúde também manteve trajetória de alta, com 13.000 novos empregos em agosto. O resultado, contudo, ficou abaixo da média mensal de 32.000 registrada nos 12 meses anteriores. Os serviços de assistência domiciliar abriram 11.000 vagas e os hospitais, 8.000.

Na direção contrária, o setor de informação perdeu 23.000 empregos em agosto, depois de registrar perdas médias de 8.000 vagas por mês nos 12 meses anteriores. As quedas se deram principalmente em provedores de infraestrutura de computação, processamento de dados, hospedagem na web e serviços relacionados, além de indústrias de publicação e radiodifusão.

A construção civil teve alta de 22.000 empregos no mês. O número de vagas em outros setores importantes, como mineração, comércio, transporte, atividades financeiras e serviços profissionais e empresariais, apresentou pouca alteração.

DESEMPREGO

A taxa de desemprego permaneceu em 4,1% em agosto, enquanto o número de desempregados ficou praticamente estável, em cerca de 7 milhões de pessoas.

A taxa de participação na força de trabalho subiu ligeiramente para 61,6%, mas acumula queda de 0,5 ponto percentual desde janeiro. A relação entre emprego e população ficou em 59,1%.

O número de pessoas trabalhando em regime parcial por razões econômicas caiu em 414 mil, para 4,4 milhões. São trabalhadores que prefeririam um emprego em tempo integral, mas estavam em jornada parcial por redução das horas ou por não terem encontrado uma vaga de período integral.

Entre as pessoas que estão fora da força de trabalho, 5,7 milhões disseram desejar um emprego, número que apresentou pouca alteração em agosto.

SALÁRIOS

O salário médio por hora dos trabalhadores do setor privado não agrícola subiu 10 centavos, ou 0,3%, para US$ 37,75.

Em 12 meses, os ganhos médios por hora aumentaram 3,1%.

A jornada média semanal dos trabalhadores do setor privado não agrícola subiu 0,1 hora, para 34,4 horas.

REVISÕES

O Departamento de Estatísticas do Trabalho revisou para cima os dados de emprego dos 2 meses anteriores.

A criação de vagas em junho foi revisada de 20.000 para 31.000, enquanto o resultado de julho passou de uma perda de 23.000 empregos para uma criação de 21.000 vagas.

Com as revisões, o emprego em junho e julho ficou 55.000 postos acima do inicialmente divulgado.