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Quinta-feira, Setembro 24, 2026
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Delcy promete eleições na Venezuela e acena a Trump na ONU

Presidente interina disse que Caracas iniciou transição para a democracia e agradeceu a Trump pela retomada das relações com os EUA

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez (PSUV, esquerda), afirmou na 4ª feira (23.set.2026) que o país realizará eleições para escolher um novo presidente. Durante discurso na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, ela disse que Caracas iniciou um processo de transição para a democracia, mas não estabeleceu uma data para a votação.

Rodríguez afirmou que o momento da eleição será definido pelo povo venezuelano e declarou que pretende conduzir o país a uma “democracia plena”. Segundo ela, o governo iniciou um diálogo com setores da oposição e trabalha para que o processo seja “ordenado, institucional e verificável”.

“Assumirei uma responsabilidade histórica. É a responsabilidade de conduzir a Venezuela da incerteza e do conflito para uma democracia plena, reconhecida pelo seu próprio povo e pelo mundo”, disse.

Aproximação com os Estados Unidos

Durante o discurso, Rodríguez também agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), pela retomada das relações diplomáticas entre Washington e Caracas.

A presidente interina afirmou que a Venezuela pretende reconstruir os vínculos com os Estados Unidos e outros países da região, especialmente nas áreas de energia e segurança. Disse ainda que os 2 países buscam trabalhar juntos no combate ao crime transnacional.

A aproximação é realizada depois de uma reunião entre Rodríguez e Trump na 3ª feira (22.set.2026), à margem da Assembleia Geral da ONU. O encontro foi acompanhado pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent.

Desde que assumiu a presidência interina, Rodríguez passou a negociar com o governo norte-americano questões relacionadas a petróleo, investimentos e à transição política venezuelana.

Maduro não é citado

Rodríguez não mencionou o ex-presidente Nicolás Maduro durante seu discurso. Maduro foi capturado por forças norte-americanas em uma operação realizada em Caracas em janeiro e permanece preso nos Estados Unidos.

A ausência de referências a Maduro ocorre em meio à tentativa do governo interino de estabelecer uma nova relação com Washington e obter reconhecimento internacional para o processo de transição política.

Em agosto, autoridades venezuelanas iniciaram conversas com integrantes da oposição, com apoio dos Estados Unidos, para discutir a reconstrução das instituições e a realização de eleições. O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que o objetivo das negociações é criar condições para uma votação livre e justa.

Trump, por sua vez, havia declarado em 2 de setembro que a Venezuela ainda não estaria preparada para realizar eleições democráticas, embora tenha afirmado esperar que a votação ocorresse “em breve”.