Adriane e Zeca ombreiam com líderes na intenções de voto para 2024

Se as eleições para a Prefeitura de Campo Grande fossem hoje, os eleitores teriam escolhido o ex-prefeito e ex-governador André Puccinelli (MDB). Ou a prefeita Adriane Lopes (PP). Ou o ex-governador Zeca do PT. Ou o deputado federal Beto Pereira (PSDB); a ex-deputada e atual superintendente da Sudeco, Rose Modesto; o radialista e deputado estadual Lucas de Lima (PDT); o deputado federal Marcos Pollon (PL); o ex-deputado Capitão Contar; e até o ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que afirma estar fora desta corrida.

A existência de quase 10 nomes com chances de triunfar na refrega sucessória tem sua origem na lógica matemática: as pesquisas de intenção de voto já realizadas até agora. A um ano e meio das eleições, as amostragens já permitem que se faça um desenho consistente sobre as flutuações positivas ou negativas de cada um. Se antes,nas primeiras amostragens, os primeiros lugares tinham em Puccinelli um dono quase absoluto, agora ele tem outras companhias no topo do ranking das preferências.

Da relação que se destaca nestas consultas, dois nomes chamam as atenções por seu crescimento: os de Adriane e Zeca. Alguns fatores são os responsáveis por esta evolução. 

No caso da prefeita, o desempenho de um trabalho duro e de paciência na gestão e o peso diferencial de seu ingresso no PP, com as “bençãos” da senadora Tereza Cristina, são determinantes no imaginário popular  e reforçam sua identificação com as aspirações locais. 

A Capital presencia o empenho vitorioso da gestora que vem reorganizando a casa e abrindo um novo ciclo de progresso, que terá no próximo aniversário da cidade, em 26 de agosto, um momentos especial: nesta data, Adriane vai lançar um “pacote”  de obras, com mais $70 milhões em obras. 

Zeca é uma espécie de fenômeno de recuperação política. Depois de concluir o seu segundo mandato de governador em 2006, afastou-se das disputas por seis anos. Retornou em 2012 como vereador (o mais votado). Em 2014 foi eleito deputado federal, com 12,57% dos votos – a terceira maior votação percentual do País naquele ano – e em 2018 não teve sucesso na disputa senatorial, porém obtendo expressiva votação. 

E em 2022, além de sair das urnas com mais um mandato de deputado estadual, ainda teve um presente político valioso na sucessão presidencial com a vitória de Lula, hoje um fortíssimo chamariz de apoio eleitoral.

AMOSTRAGENS

Num dos cenários estimulados da pesquisa Ipems, encomendada pelo ‘Correio do Estado’, Adriane e Zeca estão tecnicamente empatados: a prefeita, com 26,17% em primeiro, e Zeca com 25,34%. São seguidos por Beto Pereira (18,44%), também na marca do empate, e Marcos Pollon (9,18%).

Em outro levantamento, o Instituto Percent Brasil usou vários cenários para ouvir os eleitores. Num deles, na espontânea, Adriane lidera, com 5,7%. É seguida por Puccinelli, 4,7%; Beto Pereira, 2,8%; Marquinhos Trad, 2,5%; Contar, 1,3%; Rose, 1,2%; Lucas de Lima; 0,5%; Silvio Pitu, 0,3%; Zeca do PT, 0,3%; Eduardo Riedel, 0,3%; Gisele Marques, 0,3%; Nelsinho Trad, 0,3% e Rafael Tavares, 0,3%. Neste cenário, 40,5% se mostraram indecisos e 38,8% não responderam.

Já na consulta efetuada pelo Ranking Brasil Inteligência, encomendada pelo site Diário MS News, um dos cenários traz nas seis primeiras posições o ex-prefeito Puccinelli, com 5,25% das intenções de voto, seguido de perto pela ex-deputada federal Rose Modesto (5%). Mas o páreo tem ainda Lucas de Lima(4%0), Azambuja (3,5%), Zeca (3%) e Adriane (2,75%).  

Em outra simulação do Ranking, também em consulta estimulada, Lucas lidera com 15,5%, mas tem no encalço Zeca (9%), Adriane (7,75%), Beto (6,5%), os mais próximos. Adriane ainda aparece com 8,25% em outra simulação estimulada, atrás de Azambuja 16,25%) e Lucas (15%). E, para completar, um quarto cenário sugerido pelo instituto traz Zeca de líder (14,5%) e Adriane vice-líder (9,5%), com Beto em terceiro (8,25%).