Carteira de ‘concessões de MS’ é destaque no Valor Econômico

O jornal Valor Econômico citou o Escritório de Parcerias Estratégicas e a secretária especial Eliane Detoni, do governo de Eduardo Riedel (PSDB), como referências nacionais na edição da 3ª feira (13.jun.23).

Reconhecido como o mais respeitado jornal, no que tange ao assunto economia, finanças e negócios do Brasil. A periódico surgiu numa aliança do grupo Folha e Globo.

No texto em que o governo de MS é destaque, a jornalista Taís Hirata, de São Paulo, apontou que estão em estudos pela gestão Riedel, projetos de estradas, aeroportos, um terminal hidroviário e parques estaduais.  

A profissional citou o setor rodoviário com avanço dos próximos leilões que dependem dos resultados das discussões em torno da relicitação da MSVias, concessão da CCR na BR-163, que está em processo de devolução para o governo federal.

“A proposta inicial para a relicitação do ativo previa sua divisão em dois blocos – um trecho Norte, que agregaria a BR-262, e um trecho Sul, até a divisa com o Paraná, que incorporaria a BR-267. Porém, o modelo apresentado gerou frustração durante as consultas públicas, devido a seu baixo nível de investimentos proposto”, anotou Hirata, por uma afirmação de Detoni. 

De fato, como mostramos aqui no MS Notícias, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a CCR MSVia tem sido alvos de críticas no estado. Recentemente o deputado federal Vander Loubet (PT), chamou de ‘irrisória’ a proposta da ANNT de duplicação da BR-163. Dias antes, em audiência na ALEMS, a CCR MSVia havia sido alvo de críticas de parlamentares e do governador.

Os políticos e Executivo do estado questionam a relicitação da BR-163 à CCR MSVia, em razão de descumprimento do contrato. Ao mesmo tempo, apontam inação da ANTT. 

Agora, governo federal, Estado e concessionária tentam encontrar uma outra solução para o ativo. A estruturação dos próximos lotes estaduais, portanto, dependem de uma definição da concessão.  

Em paralelo, Riedel deverá estudar de 600 a 900 km de outras rodovias estaduais, que poderão compor novos lotes. Os estudos terão início neste ano, entretanto, sem prazo para conclusão.

Secretária especial Eliane Detoni deu detalhes de apostas do governo ao Valor Econômico. Foto: Alvaro RezendeSecretária especial Eliane Detoni deu detalhes de apostas do governo ao Valor Econômico. Foto: Alvaro Rezende

Detoni revelou ainda que no setor logístico, o governo Riedel começou a analisar o projeto de uma concessão do Terminal Portuário de Porto Murtinho, nas margens do rio Paraguai. “Estamos na fase de estudo de pré-viabilidade, mas foram feitas sondagens de mercado e tudo indica que há viabilidade. É um terminal pequeno, mas com potencial no sentido de transporte de cargas e de ampliação da oferta para além de grãos”, disse ao Valor.  

No modal aeroportuário existe um estudo para uma espécie de ‘regionalização’ de ao menos 20 terminais. “Estamos em negociação com o governo federal para a licitação de aeródromos regionais. A ideia é a melhoria de modal logístico no Estado, com um plano de desenvolvimento integrado”, apontou Detoni. 

Riedel também apostará na concessão de parques estaduais, uma iniciativa que já estava em curso, em parceria com o BNDES, disse Detoni. Nos últimos meses, foi incorporado ao pacote o Bioparque Pantanal, em Campo Grande, que tem o maior aquário de água doce do mundo.  

Detoni já garantiu que mesmo com a concessão, o acesso ao Parque da Nações, considerado o cartão postal da Capital continuará livre e gratuito. “Se isso resultar em um projeto de concessão, não haverá cobrança de entrada para o Parque das Nações Indígenas a exemplo do que já vem sendo executado e desenvolvido em outras cidades brasileiras, em outros estados, não só de parques estaduais, mas de parques urbanos como tem, no caso de São Paulo, o Ibirapuera. A entrada é sempre gratuita. A utilização do parque também”, esclareceu. 

A equipe também poderá articular projetos voltados a resíduos sólidos. “É um tema municipal, mas entendemos que o Estado pode atuar como catalisador das ações junto às cidades, para dar uma destinação adequada aos resíduos”, comentou.  

Hirata fechou seu texto sustentando que nos últimos anos o governo tucano realizou uma série de leilões de concessões ‘bem-sucedidos’. A jornalista elencou nesse rol as concessões da MS-306, em 2019, e um lote formado pela MS-112 e estradas federais, em 2022 – ambos ficaram com o consórcio Way, formado pela GLP, grupo com sede em Cingapura, e construtoras de médio porte. “Em saneamento, foi feita uma PPP de esgotamento sanitário, conquistada pela Aegea, firmada em 2021. A lista de projetos realizados inclui ainda uma PPP de energia fotovoltaica e a Infovia Digital, de instalação de fibra óptica”, enumerou.  

Com publicações de segunda a sexta-feira e tiragem de 58 mil exemplares, o jornal também está disponível na versão online.