
Veículos de comunicação acionarão a Justiça depois de terem o acesso à Casa Branca negado pela administração republicana
Os veículos de comunicação jornalística CNN, MS NOW e Politico anunciaram nesta 2ª feira (21.set.2026) que irão processar o governo de Donald Trump (Partido Republicano) depois de terem sido banidos da Casa Branca. Os jornalistas ligados a estas empresas tiveram as credenciais de acesso à sede do Executivo norte-americano revogadas.
Na 6ª feira (18.set), Trump anunciou que iria proibir esses veículos de acessarem a Casa Branca. A medida seria uma punição por, segundo o presidente, divulgarem “fake news” sobre o governo. Ele também afirmou que outras empresas de comunicação poderiam ter o mesmo destino.
Em nota, os veículos banidos afirmaram que “sem aviso prévio ou qualquer procedimento, a Casa Branca revogou as credenciais de nossos jornalistas porque se opôs às nossas reportagens”. De acordo com o texto, a decisão de Trump “ameaça a liberdade de imprensa e o direito do público a um jornalismo independente e livre de interferência do governo”.
O presidente se manifestou nesta 2ª feira (21.set) sobre a ação movida pelos veículos em uma postagem na rede social Truth Social. “A Casa Branca não está promovendo um ataque à imprensa livre, algo que prezo. Está promovendo um ataque às FAKE NEWS, algo que cresceu como um câncer nos nossos amados Estados Unidos da América. É corrupto, intencional, generalizado, totalmente coordenado e completamente fora de controle”.
Trump já havia adotado medidas para restringir o acesso de jornalistas à cobertura presidencial. Em 2025, a Casa Branca proibiu a agência de notícias Associated Press de participar de eventos no Salão Oval e de voos no Air Force One, em retaliação à cobertura da agência sobre a alteração do nome do Golfo do México. A AP também processou a administração, e o caso ainda tramita na Justiça dos EUA.




























