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Sábado, Outubro 3, 2026
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Ex-deputado dos EUA é condenado por lobby para a Venezuela

David Rivera (Partido Republicano) fez campanha de US$ 50 milhões sem registro para aproximação com o governo de Maduro

O ex-deputado norte-americano David Rivera (Partido Republicano), 61 anos, foi condenado na 6ª feira (2.out.2026) a 10 anos de prisão nos Estados Unidos. O político foi considerado culpado por atuar de forma secreta como agente estrangeiro e por conspiração para lavagem de dinheiro em favor do governo da Venezuela.

Rivera firmou em 2017 um contrato de consultoria de US$ 50 milhões com a PDV USA, subsidiária norte-americana da estatal petrolífera venezuelana PDVSA. A contratação tinha como objetivo aproximar a gestão do ex-presidente Nicolás Maduro do governo do presidente Donald Trump (Partido Rpublicano) durante seu primeiro mandato, além de tentar suavizar sanções econômicas aplicadas a Caracas.

Segundo as investigações da Justiça dos EUA, Rivera omitiu o registro do contrato exigido pela lei do país para representantes de governos estrangeiros (FARA, na sigla em inglês). Ele temia que a revelação do trabalho para o regime venezuelano prejudicasse sua reputação política de anticomunista na Flórida.

Para ocultar as negociações, o ex-congressista criou um grupo de mensagens criptografadas com o empresário de mídia venezuelano Raúl Gorrín. O grupo usava nomes de código para os envolvidos: Maduro era chamado de “motorista do ônibus”, o congressista Pete Sessions (Partido Republicano) de “Sombrero”, a atual presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, de “A Dama de Vermelho”, e o atual secretário de Estado, Marco Rubio (Partido Republicano), de “Miss Clairol”.

Os promotores federais afirmaram que parte dos recursos recebidos por Rivera foi desviada por meio de contratos fraudulentos. Cerca de US$ 3,75 milhões foram transferidos para uma empresa responsável pela manutenção do iate de luxo de Gorrín.

Durante o julgamento, a defesa de Rivera declarou que o contrato visava a atrair a petrolífera ExxonMobil de volta à Venezuela, atividade que estaria isenta do registro de agente estrangeiro, e anunciou que recorrerá da decisão. O ex-deputado também solicitou indulto presidencial e responde a outro processo na Justiça federal em Washington relativo a atividades de lobby.