

A família de Lucas da Silva dos Santos, conhecido como
“LK” que já está no Presídio de Trânsito, em Campo Grande, foi alvo de operação
do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) nesta
quinta-feira (dia 24).
O advogado Willian Frata foi ao Cepol (Centro
Especializado de Polícia Integrada), no Bairro Tiradentes, na Capital, para
acompanhar o caso. De acordo com ele, foram presas Valdelnice da Silva Goes
(mãe de LK), esposa e duas irmãs dele, sendo uma advogada. As prisões foram no
Jardim Campo Alto.
Conforme o portal Campo Grande News, em 1º de setembro, a
Polícia Civil prendeu Lucas, de 25 anos, apontado como destinatário de uma
carga de drogas subtraída por uma organização criminosa com a participação de
policiais.
Ele era alvo de mandado de prisão preventiva expedido em
12 de junho, durante a Operação Lealdade Corrompida, que apura a atuação de um
grupo envolvido na subtração, transporte, ocultação e distribuição de
entorpecentes. Com o investigado, os policiais apreenderam R$ 47 mil em
espécie.
Durante buscas em uma residência ligada ao investigado,
no Jardim Mansur, os policiais apreenderam R$ 47.699 em dinheiro, além de dois
carregadores de pistola, balanças de precisão, cadernos com anotações sobre
tráfico e movimentações financeiras e recipientes com resíduos semelhantes à
pasta-base de cocaína. Também foram apreendidos os veículos Toyota Hilux, uma Ram
1500, um Jeep Compass, um Ford Ka e uma moto Kawasaki Z900.
O caso é um desdobramento de uma investigação que já
havia levado à prisão de um policial penal e um policial militar. Segundo a
apuração, quatro homens teriam invadido uma casa no Parque dos Girassóis,
usando veículos descaracterizados e se passando por policiais, para levar parte
de uma carga de maconha. A investigação continua para esclarecer a origem do
dinheiro e dos veículos e identificar outros possíveis integrantes do esquema.
Em nota, a defesa de Lucas da Silva dos Santos, conhecido
como “LK” , representado pelo escritório Bunning, Borges e Albuquerque,
informou que ainda não teve acesso aos autos da investigação nem à decisão que
determinou as prisões. Segundo os advogados, uma manifestação sobre o mérito
das acusações será feita somente após o conhecimento integral do procedimento.
A defesa também considerou desnecessária a prisão de
familiares que, segundo os advogados, não teriam envolvimento com as condutas
investigadas.
Ainda conforme a defesa, as irmãs de Lucas e a esposa
dele são mães de crianças menores de 12 anos. Uma delas, segundo os advogados,
tem uma criança de colo que está em fase de amamentação. A mãe de Lucas, por
sua vez, é idosa e possui problemas de saúde.
Os advogados afirmam que as familiares preenchem os
requisitos para a prisão domiciliar e informaram que o benefício será
solicitado durante a audiência de custódia, prevista para ocorrer nesta
sexta-feira (25).
Infiltrados
Nesta quinta-feira, o Gaeco deflagrou a Operação
Infiltrados, que investiga consórcio entre policiais e traficantes para desvio
de droga apreendida, especialmente cocaína.
A ação é em Campo Grande, Dourados e Terenos. Ao todo,
são 24 mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 38
mandados de busca e apreensão. As investigações começaram em outubro de 2025.
Equipes levaram Wesley Benites e Eberth Batista presos ao
Cepol. Advogado de Wesley, Matheus Alves afirma que o cliente foi preso pela
manhã e a defesa ainda verifica a motivação da ordem de prisão. “Ele foi pego
de surpresa, é inocente de qualquer coisa que está sendo acusado”.
Eberth Batista foi preso pelo Bope (Batalhão de Operações
Policiais Especiais) no Jardim Los Angeles. O advogado Ilton Hashimoto afirma
que não teve acesso a detalhes da investigação.




























