
Guarda Revolucionária afirma que corredores de energia ligados aos EUA e aliados podem ser afetados
A IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) ameaçou fechar “todos os outros corredores de exportação que beneficiam os EUA e seus aliados”, informou a agência estatal Irna nesta 4ª feira (15.jul.2026). A declaração veio depois de Teerã bloquear o estreito de Ormuz e os Estados Unidos retomarem um bloqueio naval aos portos iranianos.
O problema ameaça um dos principais corredores de transporte de energia do mundo. Antes do início da guerra, em fevereiro, cerca de 20% do petróleo e do gás comercializados globalmente passavam diariamente pelo estreito de Ormuz. “Exportações regionais de energia são compartilhadas por todos ou negadas a todos”, afirmou a IRGC em comunicado.
O Irã também sinalizou a possibilidade de ampliar a pressão sobre o comércio marítimo por meio dos houthis, grupo aliado de Teerã no Iêmen. A ameaça envolve o Estreito de Bab el-Mandeb, passagem entre o Mar Vermelho e o Golfo de Áden, por onde passam exportações de petróleo e parte do comércio global.
A IRGC afirmou nesta 4ª feira que manterá o Estreito de ormuz fechado até o “fim dos males da América” e declarou ter atacado instalações militares dos EUA no Bahrein, Kuwait e Jordânia. O grupo disse que as ações foram uma resposta aos recentes ataques norte-americanos contra sistemas de defesa, mísseis e embarcações iranianas.
O Comando Central dos EUA informou na 3ª feira (14.jul.2026) que realizou uma nova rodada de ataques contra alvos militares iranianos próximos ao estreito. Segundo os militares, a operação buscou reduzir a capacidade do Irã de atacar embarcações comerciais. A Jordânia afirmou ter interceptado 3 mísseis balísticos lançados pelo Irã que entraram em seu espaço aéreo.

O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou na 3ªfeira (14.jul.2026) que poderia atacar instalações de energia e pontes do Irã caso Teerã não retomasse negociações.




























