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Mulher é baleada dentro de casa em Rio Brilhante e transferida para Dourados

Policiais em frente à casa onde dois atiradores tentaram executar mulher (Foto: Rio Brilhante em Tempo Real)

Uma mulher de 34 anos foi baleada na tarde de
quinta-feira (5), dentro de casa, na Rua Mohamed Alle, em Rio Brilhante. A
vítima foi atingida por pelo menos dois disparos, no braço e na lateral do
tórax, e precisou ser transferida para uma unidade hospitalar de Dourados
devido à gravidade dos ferimentos. O estado de saúde dela não foi divulgado.

Segundo informações policiais, a mulher estava
acompanhada de um homem quando dois suspeitos chegaram em uma motocicleta. Um
deles sacou uma arma e começou a atirar. A vítima tentou fugir para o interior
da residência, mas acabou atingida. Os criminosos fugiram e ainda não foram
identificados.

A mulher utiliza tornozeleira eletrônica e havia sido
presa em setembro durante uma operação contra integrantes do CV (Comando
Vermelho), que terminou com 14 pessoas presas e duas mortas em confrontos com
policiais.

Durante os levantamentos na residência, equipes da
Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica encontraram drogas no
imóvel. O homem que acompanhava a vítima foi preso em flagrante por tráfico de
drogas.

A Polícia Civil investiga o atentado, registrado como
tentativa de homicídio, tráfico de drogas e integração de organização
criminosa. Uma das linhas de investigação considera o contexto de disputa entre
facções criminosas que atuam em Mato Grosso do Sul.

Mulheres na mira
das facções

O ataque em Rio Brilhante se soma a uma sequência de
crimes contra mulheres que podem estar relacionados à rivalidade entre o CV e o
PCC (Primeiro Comando da Capital).

Desde junho, pelo menos quatro mulheres foram assassinadas
em Maracaju em circunstâncias investigadas por possível ligação com
organizações criminosas. Outra mulher ficou ferida durante um atentado em
Caarapó.

Entre os casos está o assassinato de Érica Rocha da
Silva, de 29 anos, morta a tiros em 27 de outubro, na Vila Adrien, em Maracaju.
Ela também utilizava tornozeleira eletrônica e havia deixado a prisão cerca de
quatro meses antes. Familiares relataram que a vítima vinha recebendo ameaças
de integrantes de facções.

Em setembro, Deborah Martines Escardin, de 32 anos, foi
morta durante uma invasão a uma residência na Vila Juquita. No mesmo município,
Marilei Pereira de Souza, de 44 anos, foi assassinada em 1º de setembro, em um
possível episódio de retaliação relacionado ao filho, apontado como integrante do
PCC.

Já em junho, Kátia Lima Chimenes, de 36 anos, foi
executada dentro de casa. Um dos investigados pelo crime era apontado como
integrante do Comando Vermelho.

A rivalidade também chegou a Caarapó e Sidrolândia. Neste
último município, a Polícia Civil investigava, em outubro, pelo menos 13
homicídios e tentativas de homicídio relacionados à disputa entre as duas
facções, envolvendo possíveis acertos de contas, vinganças e conflitos pelo
controle do tráfico de drogas na região.

(Com informações
do Campo Grande News)