

Bruna Fernandes Ramos da Silva, de 27 anos, foi presa sexta-feira
(17) durante a Operação Liberdade Duradoura, em Bataguassu. Ela é investigada
por prestar apoio logístico a integrantes do CV (Comando Vermelho) e por
financiar homicídios atribuídos à facção na região. Na mesma ação, Kawuan
Felipe Isa Rodrigues, de 18 anos, e um adolescente de 15 anos, conhecido como
“TG”, morreram durante a abordagem policial.
Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram
continuidade após a operação que resultou na morte dos dois suspeitos. Os
policiais buscavam identificar a estrutura de atuação da organização criminosa
em Bataguassu e chegaram até a mulher a partir da análise de informações.
De acordo com a investigação, o imóvel onde Kawuan e o
adolescente estavam escondidos havia sido alugado por meio da intermediação da
suspeita. A polícia também identificou, por meio da análise de corridas
realizadas por aplicativos de transporte, que diversas viagens tinham como
destino a residência onde ela morava, indicando possível ligação entre o
endereço e os integrantes da facção.
Ainda conforme o registro policial, ao ser abordada,
Bruna teria admitido que prestava auxílio material aos investigados e confirmou
que mantinha relacionamento com o adolescente morto na operação. A partir
dessas informações, ela recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhada
para a 1ª Delegacia de Polícia de Bataguassu.
Durante o cumprimento da prisão, um aparelho celular foi
apreendido e será submetido à perícia para auxiliar nas investigações.
Operação
Na sexta-feira, equipes do Garras (Delegacia
Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), com apoio
da Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) e da
Polícia Civil de Bataguassu, localizaram Kawuan em uma residência no Bairro
Jardim Campo Grande. Segundo policiais, ele e o adolescente reagiram à
abordagem armados. Ambos foram baleados, socorridos ao hospital da cidade, mas
não resistiram aos ferimentos.
No imóvel, os policiais apreenderam um revólver calibre
.38, uma pistola 9 milímetros, munições, porções de cocaína e uma motocicleta
que, conforme a investigação, teria sido utilizada em homicídios registrados em
Nova Andradina e em uma tentativa de homicídio em Bataguassu.
Kawuan era considerado um dos principais investigados por
uma sequência de assassinatos ocorridos em Nova Andradina e possuía mandado de
prisão temporária expedido pela Justiça. As investigações apontam que ele
integrava um grupo ligado ao Comando Vermelho responsável por tentar expandir a
atuação da facção na região.




























