
A Polícia Federal informou que é falso um documento que circulou nas redes sociais atribuindo à corporação a conclusão de que não haveria indícios de crime nas conversas entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. O material chegou a ser compartilhado pelo parlamentar antes de ser apagado.
O suposto relatório começou a circular na quinta-feira (3) e apresentava como conclusão que as mensagens entre Nikolas e Vorcaro representariam apenas contatos de natureza pessoal e profissional, sem elementos que justificassem a abertura de uma investigação específica contra o deputado.
A autenticidade do documento, porém, foi negada pela PF. Checagens também identificaram diversas inconsistências no material, incluindo erros de datas, divergências nas transcrições e diferenças em relação a documentos oficiais da corporação.
Nikolas confirmou ao Metrópoles que chegou a republicar o conteúdo. Segundo ele, o material havia sido divulgado pelo perfil Space Liberdade, no X, e a postagem foi retirada posteriormente. O deputado afirmou que também apagou a publicação após o conteúdo ser removido.
Entre os problemas encontrados está a data atribuída à elaboração do suposto laudo. O documento falso indicava 18 de novembro de 2025, enquanto o relatório da PF que deu origem às recentes revelações sobre as conversas foi produzido em agosto de 2026.
Conversas com Vorcaro
As mensagens envolvendo Nikolas e Vorcaro ganharam repercussão após serem divulgadas nesta quinta-feira (3). Em um dos áudios, o deputado se dirige ao empresário como “Dani” e trata de um ativo minerário relacionado a um advogado que já teve vínculo com seu gabinete.
Outras mensagens divulgadas também mostram Nikolas manifestando interesse em manter maior contato com Vorcaro. O parlamentar reconheceu ter mantido conversas com o empresário, mas negou a existência de irregularidades e afirmou não ter recebido pagamentos dele.
O documento falso passou a circular justamente após a repercussão desses diálogos, apresentando uma suposta conclusão da Polícia Federal favorável ao deputado. A corporação, entretanto, negou ter produzido o material.
























