
Operação apura furto e comércio ilegal do fruto e lavagem de dinheiro; Justiça bloqueou R$ 153 milhões
A Receita Federal deflagrou nesta 5ª feira (17.set.2026) a Operação Termidor para combater uma organização criminosa investigada por infiltração na cadeia produtiva do dendê no Pará.
A investigação aponta que grupos empresariais movimentaram aproximadamente R$ 1 bilhão entre 2023 e 2026, com recursos de origem lícita e ilícita, segundo a Receita.
A ação é realizada em parceria com a Polícia Federal no Pará e investiga furto, receptação e comercialização ilegal do fruto do dendê, além de lavagem de capitais e ocultação de bens, direitos e valores.
A operação cumpre 9 mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão no Pará e em São Paulo. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 153 milhões em bens e valores e a suspensão, por tempo indeterminado, das atividades de 11 empresas.
INVESTIGAÇÃO
Segundo a Receita, as apurações começaram a partir da chamada “guerra do dendê”, identificada principalmente nos municípios paraenses de Concórdia do Pará, Tomé-Açu, Acará, Moju e Tailândia.
A investigação identificou indícios de incompatibilidade entre a capacidade econômico-financeira declarada e a movimentação efetiva dos principais investigados.
Também foram encontrados pagamentos recorrentes a fornecedores ou beneficiários sem relação aparente com os negócios do setor e a comercialização de mercadorias sem registro correspondente de entrada nos estoques.
A Receita afirma ainda ter identificado empresas constituídas em nome de interpostas pessoas e patrimônio mantido em nome de terceiros. Segundo o órgão, esses elementos indicam possível lavagem de capitais.
R$ 1 BILHÃO
Os levantamentos fiscais, patrimoniais e financeiros apontaram que as empresas investigadas movimentaram cerca de R$ 1 bilhão nos últimos 4 anos, sem comprovação documental e contábil suficiente para justificar parte da origem e da destinação dos recursos.
A análise de documentos e equipamentos apreendidos será ampliada com informações fiscais e bancárias dos investigados. A Receita informou que 13 auditores-fiscais e analistas-tributários participam da operação.
A decisão judicial que autorizou a ação foi expedida pela 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Pará. A investigação também envolve suspeitas de associação com agentes públicos da área de segurança do Estado para a prática dos crimes apurados.



























