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Domingo, Julho 5, 2026
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Operação mira empresa em Maracaju por contrabando de agrotóxicos do Paraguai

Uma empresa de produtos agrícolas localizada em Maracaju foi alvo, nesta quinta-feira (12), da Operação Purgatio, deflagrada pela Receita Federal do Brasil em conjunto com a Polícia Federal e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

A investigação apura um esquema de contrabando de agrotóxicos provenientes do Paraguai. Além de Maracaju, os agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados a pessoas físicas e jurídicas em Campo Grande e Miranda.

Segundo apuração, em Maracaju — município conhecido como um dos maiores produtores de soja e milho do Estado — as diligências ocorreram na sede da empresa localizada na BR-267, saída para Dourados, além de residências e um escritório de contabilidade.

Produtos proibidos apreendidos

Durante as buscas, os agentes apreenderam mídias eletrônicas, documentos, bens utilizados supostamente nas atividades investigadas e uma quantidade significativa de agrotóxicos irregulares, cuja comercialização e utilização são proibidas no Brasil.

De acordo com a Receita Federal, a operação integra ações permanentes de combate a crimes ambientais e à entrada irregular de produtos que oferecem riscos à saúde pública e ao meio ambiente.

Em nota, o órgão destacou que a ação demonstra a importância da atuação integrada entre instituições de fiscalização.

“A iniciativa reforça o trabalho conjunto dos órgãos participantes para enfrentar práticas criminosas que colocam em risco a segurança da população, a economia e o patrimônio ambiental, garantindo a responsabilização dos envolvidos e a proteção dos recursos naturais”, informou a Receita Federal.

Mercado ilegal bilionário

Dados de fiscalização apontam que o mercado ilegal de agrotóxicos ocupa cerca de 25% das lavouras brasileiras, movimentando aproximadamente R$ 21 bilhões por ano.

Por sua localização geográfica e proximidade com o Paraguai, Mato Grosso do Sul é considerado uma das principais portas de entrada de produtos contrabandeados — muitos deles fabricados na China ou falsificados em território paraguaio.