
A Operação “Buraco Sem Fim”, deflagrada nesta terça-feira (12) pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), ligado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), resultou na prisão de servidores da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) de Campo Grande, empresários e de um ex-secretário municipal investigados por supostas fraudes em contratos de tapa-buraco.
Ao todo, sete pessoas foram presas preventivamente e levadas para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Cepol, onde devem passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (13).
Entre os presos está o ex-secretário municipal de Infraestrutura Rudi Fiorese, que comandou a Sisep entre 2017 e 2023. Também foram alvos da operação os servidores Mehdi Talayeh, Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula, Fernando de Souza Oliveira e Edivaldo Aquino Pereira, este último coordenador do serviço de tapa-buraco da prefeitura.
Segundo o MPMS, a investigação aponta a existência de uma organização criminosa voltada à fraude sistemática em contratos de manutenção de vias públicas. O esquema incluiria manipulação de medições, pagamentos por serviços supostamente não executados e desvio de recursos públicos.
Os empresários Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, proprietário da Construtora Rial Ltda, e Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa também foram presos durante a operação.
Durante as diligências, equipes do Gecoc cumpriram 10 mandados de busca e apreensão em residências dos investigados, na sede da Sisep e na construtora investigada. Os agentes apreenderam R$ 429 mil em dinheiro vivo.
De acordo com os investigadores, a empresa alvo da operação acumulou, entre 2018 e 2025, contratos e aditivos que somam R$ 113,7 milhões com o poder público municipal.
Parte dos investigados já havia sido alvo da Operação Cascalhos de Areia, realizada em 2023 para apurar suspeitas de irregularidades em contratos ligados à manutenção de ruas sem pavimentação.
No caso do engenheiro Mehdi Talayeh, o MPMS informou que a prisão preventiva havia sido decretada no último dia 29 de abril pelo Núcleo de Garantias, em procedimento que tramita sob sigilo.
Ainda durante a operação, investigadores estiveram na residência de Edivaldo Aquino Pereira, no Bairro Tiradentes. O filho dele também foi encaminhado à delegacia após a localização de drogas no imóvel.
Por meio de nota, a Prefeitura Municipal de Campo Grande afirmou que a investigação envolve contratos firmados desde 2017, em gestões anteriores. A administração informou ainda que os servidores investigados estão sendo exonerados das funções para apresentação de defesa e que medidas administrativas serão adotadas para evitar prejuízos aos serviços de manutenção da cidade.
As defesas dos investigados informaram que ainda não tiveram acesso integral ao conteúdo do processo e, por isso, não irão se manifestar neste momento.
*Com informações do Campo Grande News





























